Lei exige que casas lotéricas instalem portas giratórias

Loterica na T-63  Cidades 10/04/2015 André CostaAbsorvendo cada vez mais a demanda de serviços bancários, casas lotéricas ficarão cada vez mais parecidas com bancos. Pelo menos é o que deve acontecer em Goiânia, se  um projeto de lei aprovado esta semana pela Câmara Municipal de Goiânia for sancionado pelo prefeito Paulo Garcia. A proposição obriga as esses estabelecimentos a adotarem portas giratórias com detector de metais, ou vidros blindados nos caixas.

“Estamos com uma boa expectativa. Se o chefe do Executivo municipal acatar esse projeto, teremos mais proteção aos funcionários, clientes e usuários das Casas loterias”, conta vereador Welington Peixoto (Pros), autor do projeto de lei.

Ele explica que se reuniu com o presidente do Sindicato dos Empresários Lotéricos (Seloesgo), Antonio Roberto Stacciarini, e na ocasião decidiram que, como algumas lotéricas não possuem condições físicas para a instalação de portas giratórias, outra medida seria o uso de vidros blindados. “Hoje, 15% das lotéricas já possuem portas giratórias e mais da metade possuem blindagem, agora, todas serão mais seguras”, conta Welington.

A nova lei, caso seja sancionada, irá resultar no aumenta os custos para esses estabelecimentos, como alega Massaro Rodrigues, proprietário da Lotérica Bela Vista, na Avenida T-63, na região sul da cidade. Massaro foi um dos primeiros a usar porta giratória. “No meu caso, valeu a pena. As portas giratórias, detectores de metal, inibem possíveis assaltantes, por isso apoio o projeto”, revela.
O prefeito Paulo Garcia tem 15 dias úteis para sancionar o projeto, caso contrário o projeto volta para Câmara Municipal que poderá promulgar ou não a proposição.

Insegurança

A comerciante Juliene Custódio, de 41 anos, paga suas contas constantemente na em lotéricas, principalmente agora que alguns bancos não recebem mais certos tipos de documentos. “Eu me sinto insegura como cliente, por pagar contas de valor alto em um lugar sem segurança, e me sinto insegura como amiga de uma dona de Lotérica que viram alvos fáceis. A medida pode ser boa, ajuda, mas talvez não seja o suficiente”, diz.

Para o contador, Manoel de Oliveira, 43, se as lotéricas fossem feitas apenas para o jogo, não haveria necessidade de tanta segurança. “Eu acho que a segurança é algo bom e as portas giratórias ajudariam, mas isso por que as lotéricas acumularam muitas funções de pagamento, ao invés de apenas registrarem jogos”, relata.

Nathan Sampaio

Mato-grossense, 24 anos, criador e editor do Midiacult e jornalista. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Mato Grosso decidiu, depois de ser vendedor, projetista, assessor, social media, diagramador e web designer, que também queria um site. E tá aí, o Midiacult pra vocês.